Veja 13 profissões técnicas com salário superior a R$ 3 mil após um ano de experiência.

Já pensou em trabalhar com soldagem, ou em uma caldeiraria? Metalurgia, robótica ou mecatrônica são áreas que te apetecem? Não? Mas você já parou para pensar que um técnico em eletricidade ganha quase 7 mil reais por mês depois de apenas um ano inserido no mercado de trabalho? E que um técnico em estruturas metálicas com apenas um ano de experiência tem um salário médio de mais de 5 mil reais? Então é bom repensar suas escolhas profissionais.

A indústria brasileira é uma “mina de ouro” para jovens profissionais brasileiros, que buscam uma colocação no mercado de trabalho. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, profissionais de nível técnico que trabalham no setor industrial têm remuneração média de R$ 1.912,15 no primeiro emprego, alcançado por 72% dos profissionais logo no primeiro ano depois da formatura.

Para Márcio Guerra, gerente-executivo adjunto de Estudos e Prospectivas da Confederação Nacional da Industria (CNI), porém, ainda há uma visão equivocada por parte dos jovens, que impede que a educação profissional decole no Brasil. “Há preconceito tanto com o ensino técnico quanto com o trabalho na indústria. Aquela visão de chão de fábrica, de macacão sujo de graxa ainda é forte entre os brasileiros. Além disso, o ensino superior é superestimado, há uma cultura do bacharelado no Brasil, em detrimento à escolha de profissões técnicas, sobretudo na indústria”, avalia.

A Olimpíada do Conhecimento, que ocorreu até este sábado (6), em Belo Horizonte, reúne mais de 800 competidores, de 58 profissões técnicas. Para Guerra, da CNI, o evento “serve para dar mais visibilidade à educação profissional”.

Acesso ao ensino profissionalizante

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 6% dos brasileiros com idade entre 16 e 24 anos frequentam cursos técnicos, da chamada educação profissional, contra um índice de 35% registrados nas 34 nações mais desenvolvidas, que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Levantamento do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) sobre dados do Ministério do Trabalho, no entanto, apontam que, entre 2011 e 2013, 22% das novas vaga geradas na indústria exigiam curso técnico – entre 2008 e 2010, este índice era de 13%, e no triênio 2005-2007, 11,3%.

São 6,7 milhões de trabalhadores ocupando cargos que requerem nível técnico, sendo 1,5 milhão na indústria. E este número deve aumentar. “A retomada da indústria brasileira, prevista para os próximos anos, deve aumentar a procura por cursos técnicos. E aqueles que desejarem se empregar nestas novas vagas que devem surgir precisam correr já que os cursos duram, em média um ano e meio”, aponta Guerra, da CNI.

No Senai, existem, atualmente 58 cursos técnicos, sendo que aqueles que oferecem maior remuneração são da área de Tecnologias de Manufatura e Engenharias. Construções e Edificações, Moda e Criatividade, Tecnologia da Informação e Comunicação, Serviços e Transporte e Logística são as outras áreas com opções de cursos.

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